DOENÇAS POR PRIONS
Encefalopatias espongiformes transmissíveis (TSE), ou
doenças por prions. As TSE são um grupo de desordens neurodegenerativas fatais
que afetam tanto animais como humanos e podem exibir um caráter esporádico,
hereditário e infeccioso. A propagação da doença requer a expressão de uma
proteína normal denominada proteína prion celular (PrPc) que é convertida numa
forma anormal, chamada PrPsc. De acordo com a hipótese do envolvimento apenas
de proteína no processo infeccioso, estas doenças não requerem ácidos nucléicos
e PrPscé o próprio agente infeccioso.
A pesquisa nesta área concentra-se em entender como
os possíveis mecanismos de ganho de função neurotóxica de PrPsc contribuem
para a neurodegeneração destas doenças.Entretanto, nos últimos anos várias
funções biológicas têm sido atribuídas a PrPc e cresce a idéia de que a
perda de sua função desempenhe um papel na patogênese das doenças por
prion.
Uma das propriedades funcionais de
PrPc relaciona-se ao seu papel como um receptor celular para laminina, uma
proteína da matrix estracelular. Trabalhos realizados sob a direção da Dra.
Vilma Regina Martins mostraram que a interação PrPc-laminina afeta a adesão
neuronal e a formação e manutenção de prolongamentos das células
nervosas.
Mostramos também que PrPc é um ligante de uma
co-chaperonina denominada “stress-inducible protein 1” , STI1. Esta associação
determina a sinalização celular por proteína cinase dependente de cAMP e
proteína cinase ativada por mitógenos (MAPK), que estão envolvidas com a
proteção contra morte celular programada e diferenciação celular,
respectivamente.
Um terceiro ligante de PrPc caracterizado pelo
nosso grupo é a vitronectina cuja associação é importante para o crescimento
axonal tanto no sistema nervoso central como no periférico.
O trabalho deste grupo de pesquisa tem como foco a
determinação dos papéis fisiológicos de PrPc, o que será de grande importância
para o entendimento dos mecanismos envolvidos na patogênese das doenças por
prions, e também na possível caracterização de outras patologias associadas a
perda de função de PrPc.
Pesquisa
dirigida pelos Drs. Vilma Regina Martins e Ricardo Renzo Brentani.
Disponível
em: http://www.ivdn.ufrj.br/kb_ivdn_v01_00_index.htm
Postado
por: Karina Marques


